sexta-feira, 28 de maio de 2010

Pra Falar de Esperar.

~> Pro meu madrinho ocioso. sz'

"Se você não demorar muito eu posso esperar por você a vida inteira."
Não é por nada não, mas acho que esperar por alguém a vida inteira é uma coisa extremamente complicada.
Afinal, se você optar por esperar por tal pessoa, seja por qualquer motivo, sempre vai haver aquela dúvida que nos deixa preocupados se tudo isso, todo esse sacrifício realmente vale a pena.
Entretanto, quando se opta por seguir em frente, sempre resta uma coisa. Uma coisa muito irritante. O famoso "e se".
E se eu tivesse esperado? E se hoje eu fosse mais feliz?
E se eu optei por fazer o certo, porque ainda restam tantas indagações?
Na verdade, esse "e se" nos perseguirá por toda a nossa vida. Basicamente porque a vida é feita de escolhas. E a cada escolha, obviamente, deixamos de lado a opção descartada. e essa opção descartada sempre deixará um fantasma em nossas mentes.
E "esperar" ou não, nada mais é do que mais uma escolha.
Mas nesse caso, esperar, geralmente não é uma boa escolha.
Porque, se formos analisar a opção no geral veremos que no geral, quem espera sempre sai mal no final da história. Quem espera se impede de gerar outras possibilidades. Quem espera se tortura psicológicamente.
Então fica a pergunta:

Será que vale mesmo a pena optar por algo que sabemos que não dá certo em 99% das vezes? ;]

Pais e Filhos.

Quantas vezes, na sua adolescência, você teve uma imensa vontade de matar seus pais? Por qualquer motivo, por nenhum motivo, por todos os motivos. Todo mundo tem vontade um dia.
O problema é que pais são pais e sempre serão pais.
Eles nunca vão entender que o simples fato de você sair da escola e querer passar a tarde na casa da sua melhor amiga não te torna vagal ou desinteressado.
Nunca eles vão compreender que a nossa falta de vontade de lavar a louça, virar a roupa do direito, arrumar a cama e sair do PC não nos torna delinquentes juvenis.
E também não nos farão ser adultos melhores ou piores.
Eles nunca vão conseguir colocar na cabeça que a nossa vontade de sair de casa, ter a nossa toca, nossa vida e, porque não, a nossa bagunça, NÃO significa que nós desejemos que eles sumam de nossas vidas (mesmo que algumas vezes nós desejemos isso, de verdade).
Na realidade, minha visão de pais e filhos é a seguinte: nenhum pai sabe ser pai e nenhuma mãe sabe ser mãe.
Eles tem na cabeça uma coisa que diz que eles tem que cuidar de nós como se fôssemos as criaturas mais indefesas do mundo. Como se não soubéssemos nos cuidar.
Ok, ok, ninguém sabe se cuidar de cara. Mas, concorda que, se ninguém nos deixar tentar, nós nunca saberemos?
Essa mania de achar que eles tem a obrigação de cuidar de cada passo que a gente dá.
Acho que o mundo seria bem melhor se os pais fossem diferentes, nos deixassem sair e conhecer o mundo, a vida...
Assim, quando tivermos a obrigação de cair no mundo, o nosso choque em relação à vida real não seria tão grande.
O fato é que os pais precisam mudar.
E o mais estranho é que, um dia, quando formos pais, talvez nós sejamos exatamente iguais aos nossos pais.
Seria interessante que todos os que já foram pais, que são pais ou que um dia os serão, se lembrasse de sua infância e adolescencia antes de julgar atitudes juvenis.
Sem dúvida, o mundo seria bem mais fácil. ;]

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sobre bilhões de infernos.

Essa semana eu tive um sonho. Um sonho que poderia ser só mais um. Se ele não fosse um inferno.
Se você alguma vez já experimentou a sensação de acordar chorando, sabe como é estranho, frustrante e deprimente passar por isso.
Se não passou, é mais ou menos assim: você acorda no meio da noite, depois de sonhar com algo ruim (mesmo que seja ruim só para você)e você precisa DESESPERADAMENTE contar isso pra alguém, receber um abraço, ouvir um 'eu te amo', mesmo o mais superficial deles e saber que, de uma forma ou outra tudo vai acabar bem.
Alguém sabe porque isso acontece? Não? Eu digo porque.
Tudo de ruim que alguém pode passar acontece ao lado de um imbecil que vai falar "com o tempo isso vai passar".
Sim, um imbecil.
O tempo não cura nada. O ser humano tem essa mania de achar que as coisas se curam.
O que acontece, na verdade, é uma subjugação de fatos ocorridos.
O nosso consciente, a parte do cérebro em que comandamos, esquece as coisas horríveis que passamos. Mas e aqueles 90% dos quais a gente não tem domínio?
Como ficam? Eu digo como.
Eles guardam cada coisinha que nós passamos cotidianamente. E esses marcos ruins que "o tempo curou" continuam gravados lá.
E algumas vezes, esse subconsciente fica tão sobrecarregado de informações que ele precissa arrumar um jeito de extravasar.
E é por isso que nós sonhamos e temos pesadelos.
Mesmo que esse pesadelo só seja ruim pra mim.
Porque só pra mim? Porque o que parece ruim pra mim pode parecer ótimo ao seus olhos. E o contrário também acontece.
Afinal, todo inferno é pessoal.